Como a Neurociência contribui com a gestão de Mudanças Organizacionais?

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A gestão de mudanças organizacionais é uma prática necessária em todo negócio. Afinal, para a empresa se manter no mercado e acompanhar tendências, às vezes é preciso atualizar padrões.

Então, a neurociência entra como um importante aliado para a liderança estratégica. Com ela, é possível entender como funciona o processo de aprendizagem de cada colaborador e, assim, desenvolver competências fundamentais.

Neste artigo, explicaremos os benefícios dessa ciência e como utilizá-la na empresa. Confira!

O que é e qual a importância da neurociência na empresa

gestão de mudanças organizacionais

A neurociência estuda funcionalidades e estruturas do sistema nervoso, além do processo de desenvolvimento. Ou seja, é uma análise complexa sobre essas implicações na vida de uma pessoa.

Com esse estudo, é possível conhecer melhor os colaboradores de modo a tornar o processo de aprendizagem mais eficaz.

Quando a pessoa adquire um hábito, desperta impulsos para agir no piloto automático. Por isso, o movimento de mudanças organizacionais necessita de muito cuidado pela gestão.

Ao se deparar com um novo processo, o cérebro não reconhece o comando e o identifica como uma ameaça, criando a resistência.

Os 4 estágios de reação da mudança organizacional

Muitas vezes, toda essa resposta acontece de maneira inconsciente pelo indivíduo. O sistema límbico limita propositalmente essa percepção para proteger o sistema nervoso. Mas, toda mudança passa por estágios pré-determinados. Então, confira quais são.

1. Negação

Nesse momento, o colaborador vai resistir às necessidades da mudança e procurar meios para argumentar que a rotina antiga é a ideal. Ele vai defender sua justificativa a todo o custo.

2. Raiva

Depois de perceber que a mudança vai acontecer, a sensação de incômodo causa irritabilidade e estresse. Nesse momento, o colaborador começa a reclamar e apontar culpados para os problemas.

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3. Exploração

Ao identificar os motivos que levam à mudança, nesse estágio o colaborador propõe outras medidas, porém, ainda com a visão limitada para atender suas próprias necessidades ou da equipe, em vez de toda a organização.

4. Aceitação

Por fim, após muita resistência, chegou o momento da rendição. O colaborador aceita e se integra no processo de mudança na empresa.

As 7 ações fundamentais para a mudança

Ao perceber como os hábitos são formados, é possível adotar medidas que conduzem o cérebro a passar pelo processo da mudança. Essas ações, são:

  • clareza;
  • continuidade;
  • certeza;
  • consistência;
  • colaboração;
  • confiança;
  • comunicação.

Ao implantar uma mudança, o objetivo dela precisa estar claro para toda a empresa. Essa falta de informação pode deixar o colaborador ansioso com a situação. Além disso, o processo precisa ter um cronograma de ações de modo a acompanhar os resultados de cada etapa, colhendo feedbacks.

A cooperação é outra ação importante nesse processo porque o relacionamento proporciona conforto. Como líder, você pode envolver os colaboradores na tomada de decisão, cultivando equipes colaborativas com a mudança.

O colaborador também pode sentir que perdeu o controle da situação, podendo acarretar depressão. Como líder, seu papel é transmitir confiança e ajudá-lo a perceber que ainda está no controle.

Dar voz a equipe vai garantir que ela se expresse e se sinta parte da mudança, aumentando o nível de satisfação. Por isso, é preciso encontrar maneiras de se comunicar com o colaborador para demonstrar empatia.

Um case de sucesso

A Microsoft adotou uma postura semelhante no Brasil. Quando Paula Bellizia assumiu a presidência, criou uma espécie de happy hour no escritório onde reunia todo mês 15 colaboradores diferenciados. Assim, podia ouvir sugestões da equipe e diminuir a ansiedade com o desconhecido.

Essa medida adotada pela Paula também está associada à necessidade de transmitir certeza sobre o sucesso da mudança para o colaborador. Com essa garantia, os níveis de ameaça do cérebro diminuem.

Além disso, ter consistência para se adequar às mudanças é essencial. Uma dica é criar pequenas tarefas para que, ao final, a meta seja atingida.

Ao compreender o processo de aprendizado da mente humana, é possível identificar a melhor maneira de fazer uma transição, de acordo com a natureza individual do colaborador. Por isso a neurociência é tão fundamental. Com ela você consegue realizar uma gestão de mudanças organizacionais mais eficaz.

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