Fique por dentro dos principais desafios da liderança feminina

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Nomes femininos como Margaret Thatcher (ex-primeira ministra da Inglaterra) e Angela Merkel (atual chanceler alemã) ficam marcados para sempre na história. Essas duas personalidades foram as primeiras mulheres a conquistarem o maior cargo de liderança da sua nação.

No meio de um ambiente tradicionalmente masculino, elas transformaram a política do seu país, demonstrando que os desafios da liderança feminina podem ser derrubados. Mas nem tudo são “flores” para a mulher que deseja ser líder.

Neste artigo, mostraremos quais são os desafios enfrentados por esse grupo. Além disso, apontaremos a contribuição que tem dado para o mundo corporativo. Descubra conosco a força feminina!

Que benefícios a liderança feminina oferece?

No livro “Faça acontecer”, a autora Sheryl Sandberg (eleita pela revista Forbes como uma das dez mulheres mais poderosas do mundo) encoraja o aumento da liderança feminina no mundo. De acordo com ela, as mulheres devem sonhar alto, assumir riscos e se lançar em busca de seus objetivos.

Essas metas são realmente possíveis, pois as profissionais têm competências e habilidades inatas que não são encontradas nos homens, ou até são, mas em proporções menores. Por exemplo, as mulheres tendem a ser mais sociáveis, expressivas e empáticas.

Devido a isso, conseguem apresentar soft skills valorizadas pelo mundo corporativo. Uma delas é orientação para resultados. Como assim? Um líder que tem essa competência norteia os esforços dos colaboradores em direção as metas da empresa. Junto a isso, tem a capacidade de engajar a equipe em vez de obrigá-la a cumprir objetivos.

Podemos apontar também a comunicação com os colaboradores como um dos diferenciais do público feminino. Embora haja tecnologias para aproximar os membros do time interno, nada substitui uma conversa amigável e um relacionamento transparente. Essa prática é muito incentivada por ser uma tendência natural das mulheres: o diálogo franco.

Outra competência extremamente importante é a inteligência emocional. O profissional que a possui consegue gerir suas emoções, deixando que a razão seja “temperada” com sentimentos humanos. Dessa forma, os objetivos são atingidos com base no equilíbrio pessoal da liderança.

No atual mercado empresarial, nem sempre a razão é o fator mais forte para o acerto em uma decisão. Em contrapartida, as emoções, principalmente aquelas que podem ofuscar a sabedoria, tendem a tirar a organização dos trilhos. Esse desejável equilíbrio emocional muitas vezes é demonstrado por líderes mulheres.

Por fim, nota-se uma dedicação do público feminino ao aperfeiçoamento acadêmico e profissional. De acordo com um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), só no Brasil, as mulheres ocupam 56,4% das vagas em cursos de graduação. Imagine quanto conhecimento elas transmitem nos seus postos de trabalho?

Quais são os desafios da liderança feminina no mercado de trabalho?

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Como saber a realidade enfrentada pelas profissionais da geração atual? Esse cenário foi apresentado por um estudo da McKinsey & Company (empresa de consultoria empresarial) em parceria com a Leanln.Org (organização voltada para a igualdade de gênero). Essa pesquisa intitula-se: “Um panorama atual das mulheres no mercado de trabalho 2018”.

O estudo mostra que, há mais de três décadas, as mulheres têm uma postura ativa. Por exemplo, conquistam mais diplomas de bacharelado do que os profissionais masculinos. Além disso, elas pleiteiam promoções e fazem acordos salariais tanto quanto os homens. O mesmo equilíbrio entre os gêneros é percebido no tempo de permanência na força de trabalho.

Em contrapartida, as empresas deixam a desejar na adoção de práticas que incentivem a igualdade entre homens e mulheres. Nota-se que a diversidade de gênero não figura entre as prioridades das organizações e muito menos faz parte da cultura interna. Por isso, as mulheres ainda são deixadas de lado em processos seletivos e promoções.

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Mesmo quando são contratadas, a probabilidade de alcançarem um cargo de liderança é menor em relação aos homens. De acordo com a pesquisa, enquanto 100 profissionais masculinos são promovidos a gerente, somente 79 mulheres conquistam esse cargo.

Porém, mesmo quando alcançam posições privilegiadas na organização, as profissionais ainda sofrem com a discriminação, o assédio sexual e o desconforto por serem a única mulher em um departamento.

Podemos identificar a cultura machista como a principal responsável pela discriminação. Em um ambiente predominantemente masculino, no qual as principais referências de liderança são homens, há um bloqueio e uma desconfiança diante de uma nomeação feminina.

Infelizmente, nos processos seletivos, muitos entrevistadores ainda querem detectar características masculinas nas mulheres, mesmo essa métrica sendo injusta e um tanto míope. Por outro lado, algumas formas de intolerância são mais sutis.

Por exemplo, ao olhar para uma profissional que é líder, supõe-se que ocupe um cargo hierarquicamente inferior. Além disso, ações e palavras desrespeitosas usadas para diminuir as mulheres são comuns em alguns setores empresariais.

Detectamos um paradoxo nesse universo de dificuldades encontradas pelas mulheres no mundo corporativo: os números mostram que as companhias que contam com líderes femininas aumentam 44% os lucros em relação às que não têm. Essa informação foi apresentada pela revista IstoÉ Dinheiro.

Quanto tempo levará para as empresas reconheceram o valor das mulheres? Desenhando a posteridade, o estudo da McKinsey & Company lançou um dado preocupante. Cita-se que, nos próximos 10 anos, o número de líderes femininas aumentará apenas em 1%.

Caso as empresas iniciem uma política de contratação igualitária entre os gêneros, nesse mesmo período de 10 anos haverá 48% de mulheres e 52% de homens em cargos gerenciais. Esperamos que assim seja!

Que empresas dão o exemplo de mulheres em cargos de liderança?

Existem organizações que estão dando o exemplo na inclusão da liderança feminina. Uma delas é a AkzoNobel (líder fabricante de especialidades químicas), que adotou um programa para empoderamento das mulheres.

O Women in Leadership (WIL) oferece processos de coaching e mentoring para o desenvolvimento de mulheres com perfil de liderança. O resultado tem sido positivo. Atualmente, a empresa conta com mais de 100 profissionais mulheres em cargos de liderança no Brasil.

Outra instituição que valoriza a capacidade das suas colaboradoras é o Itaú Unibanco. Hoje, a organização tem 96 mil colaboradores, sendo 60% mulheres. Para incentivar o respeito pela equipe feminina, a empresa criou o programa “saúde da mulher”, com políticas para proteger as colaboradoras em uma das fases mais sensíveis: a gestação.

Além disso, o evento #ElaPorElas reúne executivos para discutirem sobre o papel da mulher na organização. E o projeto “Itaú mulher empreendedora” busca apoiar as mulheres por meio da capacitação, conexão e inspiração.

Enfim, o caminho em direção à igualdade de gênero ainda é longo e cheio de obstáculos. Porém, se depender da força das mulheres, mesmo que lentamente, essas barreiras serão derrubadas uma a uma. Com certeza, uma liderança feminina ainda ensinará lições valiosas para o mundo corporativo.

O que achou de nosso artigo? Entendeu os principais desafios da liderança feminina? Quer transformar o ambiente organizacional da sua empresa? Entre em contato com os especialistas em desenvolvimento de liderança da InDeep.

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