4 treinamentos que sua empresa deve considerar

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“Se eu tivesse oito horas para cortar uma árvore, gastaria seis afiando o machado”. Essa frase atribuída a Abraham Lincoln (16º presidente americano) pode muito bem definir a sabedoria de investir na capacitação dos colaboradores. Afinal, de que adianta fechar negócios se a equipe não está preparada para entregar serviços de excelência? Sendo assim, é fundamental conhecer e aplicar os tipos de treinamento nas empresas.

Mas quais são os principais métodos de aprendizagem profissional? Como beneficiam o capital humano e as instituições? Neste artigo, abordaremos esses questionamentos!

Quais são os benefícios dos treinamentos corporativos?

A 12ª edição da pesquisa “O panorama do treinamento no Brasil” indicou que as empresas brasileiras destinam 10% da folha de pagamento para investimentos em treinamento e desenvolvimento (T&D). Isso corresponde a uma média de R$788,00 por colaborador.

Embora tenha acontecido um aumento de 21% na aplicação de recursos em T&D entre a 11ª e a 12ª edição desse estudo, o Brasil ainda está na retaguarda de outros países como os Estados Unidos. Na verdade, o treinamento deveria ser um dos principais pilares do negócio. O motivo dessa afirmação é simples.

Pense um pouco sobre qual é o objetivo de qualquer empresa. Não seria o investimento visando um determinado resultado? Mas qual organização consegue atingir as suas metas sem a ajuda do seu time interno? Nenhuma! Pelo contrário, as corporações dependem do conhecimento, da motivação, da criatividade e da iniciativa dos seus colaboradores.

Ignorar a importância do treinamento seria como não “amolar o machado” e esperar que “uma árvore seja cortada” com rapidez e eficiência. Por outro lado, uma equipe que recebe uma aprendizagem contínua torna-se mais engajada, melhora os seus serviços e aprimora processos.

Nota-se também uma elevação nos lucros do negócio, tornando a empresa competitiva no mercado em que atua. Além disso, organizações conhecidas por difundir a cultura do conhecimento aumentam a sua visibilidade e atraem profissionais talentosos.

Quais são os principais tipos de treinamento nas empresas?

No passado, os treinamentos corporativos eram voltados apenas para a capacitação em uma função ou um cargo interno. As aulas eram no modelo tradicional baseado nos moldes da educação escolar. Dessa forma, a aprendizagem era genérica, pouco imersiva e prática.

Atualmente, os tipos de treinamento nas empresas são flexíveis, dinâmicos e prezam pela personalização. Sendo assim, os profissionais recebem o conhecimento que necessitam e que são funcionais. Vejamos alguns exemplos das capacitações modernas.

1. Autoconhecimento

tipos de treinamento para empresas

O autoconhecimento tem sido apontado como um aspecto muito importante para um profissional. Sem essa percepção, é fácil perder o rumo, a motivação e a oportunidade de explorar todo um potencial. Em contrapartida, um indivíduo que conhece a si mesmo sabe quais são os seus pontos fracos e fortes.

Ele consegue também alinhar habilidades e conhecimentos com estratégias e metas. No entanto, em um mundo altamente conectado e com uma quantidade enorme de estímulos externos, torna-se um desafio olhar para dentro de si. Por isso, o treinamento voltado para o autoconhecimento é um dos mais aplicados nas empresas.

Essa aprendizagem atinge duas áreas da vida: pessoal e profissional. Durante as aulas, o participante identifica as suas limitações e aprende como lidar com elas. Já as habilidades são reconhecidas com a finalidade de aprimorá-las. Também são abordadas técnicas para melhorar a influência e a resolução de conflitos.

Um conceito utilizado nesse treinamento é a janela de johari (desenvolvido por Joseph Luft e Harrington Ingham). Essa abordagem ajuda o colaborador explorar duas regiões internas: a que sabe sobre si mesmo e a que os outros veem nele. No fim, o participante melhora o seu autoconhecimento e o seu relacionamento com o próximo.

2. Inteligência emocional

No livro “Inteligência emocional”, Daniel Goleman (escritor e PHD da Universidade de Harvard) afirma que o controle das emoções é muito importante para o desenvolvimento da inteligência de um profissional.

De fato, a inteligência emocional está intimamente ligada ao autoconhecimento, pois envolve a capacidade de gerenciar grandes e pequenas adversidades. Para isso, é preciso administrar as emoções e direcioná-las para a superação dos obstáculos.

Devido ao cenário corporativo atual, a inteligência emocional tem sido apontada como uma das soft skills mais cobiçadas pelas organizações. Por isso, o treinamento dessa habilidade tem o objetivo de desenvolvê-la e aprimorá-la nos colaboradores. Nessa aprendizagem, o profissional explora as duas dimensões da inteligência emocional: interpessoal e intrapessoal.

Outra parte da aprendizagem foca na aplicação da habilidade nas situações do cotidiano, como na administração de conflitos, nas decisões do dia a dia e nas negociações eficazes. Dessa forma, o colaborador desenvolve outras soft skills, como a empatia e o autocontrole.

3. Comunicação assertiva

Muitas tecnologias foram produzidas para otimizar a comunicação interna nas empresas. Mesmo com essas ferramentas, a interação entre líderes e colaboradores precisa ser eficaz. Do contrário, surgem conflitos, o impacto negativo do clima interno e a ausência de transparência nos processos.

Para ter sucesso nessa prática, o profissional precisa não ter medo de expor e defender as suas ideias ao mesmo tempo que mantém a cordialidade e o respeito dos outros. Normalmente, as pessoas que expressam abertamente as suas opiniões tendem a ser agressivas. Já as que não apresentam os seus argumentos costumam ficar em “cima do muro” seguindo passivamente a maioria.

Como conseguir o equilíbrio? É o que o treinamento da comunicação assertiva oferece. Nas aulas, o colaborador entende os resultados negativos da passividade e da agressividade. Além disso, percebe que a firmeza anda de mãos dadas com a gentileza. Quando ambas são apresentadas nas interações, a equipe trabalha mais unida e atinge grandes resultados.

4. Administração de conflitos

tipos de treinamento - administração de conflitos

Muitas empresas estão adotando a cultura da diversidade. Essa prática envolve montar times plurais (com habilidades e personalidades diferentes) e não homogêneos para desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades dos vários perfis do público-alvo.

Contudo, quanto maior é a diferença entre os colaboradores, aumentam também os conflitos entre eles. Qual é a solução? É lidar com pontos de vistas distintos extraindo o que cada um tem de melhor. É exatamente isso que o treinamento de administração de conflitos proporciona.

Durante a aprendizagem, os alunos aprendem o que é um conflito. Em seguida, são apresentadas as cinco formas de gerenciar desentendimentos com base no método criado por Kenneth Thomas e Ralph Kilmann: competição, concessão, evitar, conciliar e colaborar. Sendo assim, o colaborador entende como usar cada um deles em situações do cotidiano.

Tão importante quanto reconhecer que a empresa precisa de treinamento é contar com o auxílio de especialistas em educação corporativa. Esse suporte ajudará na identificação, no desenvolvimento e na implantação da melhor forma de aprendizagem para a organização. Com isso, os resultados positivos logo surgirão.

Gostou de conhecer os principais tipos de treinamento nas empresas? Quer levar a cultura do conhecimento para o seu negócio? Queremos ajudar você! Entre em contato com os especialistas em treinamento corporativo da InDeep!

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