Entenda agora como funciona o neuroselling e como aplicar nas vendas

como funciona o neuroselling
5 minutos para ler

Você já ouviu falar nesse termo, mas não sabe bem como funciona o neuroselling? Não se preocupe! Neste artigo, vamos explicar o seu conceito e entender como ele se dá, na prática.

Diversos estudos vêm sendo desenvolvidos nessa área, e o que eles mostram é que a aplicação da neurociência no marketing gera impactos bem positivos nos resultados das vendas. Ficou interessado? Continue a leitura para saber mais sobre essa tendência!

O que é neuroselling

Mais do que entender as tendências de comportamento dos consumidores em relação a determinados produtos, é fundamental compreender o que eles sentem — e, consequentemente, o que ocorre em seus cérebros, do ponto de vista químico — quando eles são atraídos por uma vitrine bonita ou recebem um atendimento de qualidade. Esse vem sendo o papel da neurociência nos estudos sobre marketing nos últimos anos.

Em 2017, numa entrevista publicada na rede social LinkedIn, o especialista Enrico Banchi definiu o neuroselling como:

a disciplina que estuda a aplicação dos fundamentos da neurociência às estratégias de vendas, a fim de gerar uma experiência de compra satisfatória para o cliente e o vendedor — seja um assistente de loja ou um agente comercial da empresa.

Para quem atua na área do marketing, aprender a implementar efetivamente o neuroselling vem se tornando cada vez mais essencial. Ter essa compreensão significa estar ciente do que acontece no cérebro de uma pessoa durante a sua experiência de compra, o que possibilita ao vendedor um controle maior para gerenciá-lo da melhor forma.

Em outras palavras, para quem está tentando vender um produto ou serviço, entender o neuroselling significa saber como as diversas interações químicas no cérebro funcionam para conduzir o cliente a uma experiência de vendas positiva e satisfatória.

As diferentes partes do cérebro

Estudos já demonstram que, além da divisão entre lado direito e esquerdo, o cérebro também pode ser separado em três diferentes partes. Vejamos, por exemplo, a classificação do autor Cristophe Morin, autor de “The Persuasion Code: How Neuromarketing Can Help You Persuade Anyone, Anywhere, Anytime”:

  • cérebro novo — parte racional, que compartilha informações com as demais partes;
  • cérebro médio — parte responsável pelas sensações e emoções. Também compartilha dados com as demais partes;
  • cérebro velho — parte que controla e toma decisões a partir das informações das outras duas partes.

Entender essa classificação é importante para explicar a aplicação da neurociência nas vendas, ou seja, o próprio funcionamento do neuroselling.

treinamento ser líder - treinamento de liderançaPowered by Rock Convert

Como a neurociência pode ser aplicada nas vendas

Agora que está mais claro do que trata o neuroselling, vamos apresentar algumas aplicações práticas da neurociência nas vendas. Confira!

Desenvolvimento de layouts

No caso de um e-commerce, o layout do site influencia diretamente o seu potencial de venda, assim como as informações contidas nele. O uso de depoimentos, ferramentas de interação social (widgets) e outros recursos, por exemplo, podem estimular o cérebro dos visitantes de diferentes formas — o que pode ser aproveitado para obter melhores resultados.

Avaliação da satisfação

O uso de exames como a eletroencefalografia pode ajudar a determinar a satisfação de um cliente no pós-venda. Pode parecer um exagero, mas empresas que tenham interesse em saber o nível real de satisfação dos seus clientes com um produto ou serviço já podem medi-lo, em vez de simplesmente perguntar e receber em troca uma resposta subjetiva. Isso ocorre porque a ativação de determinados circuitos neurais aparece nesse exame, comprovando a satisfação ou não da experiência de compra.

Personalização de produtos

Oferecer produtos mais personalizados, que tenham a cara do cliente, é mais eficiente do que oferecer opções em abundância. Isso já foi demonstrado por meio de estudos recentes, e está diretamente relacionado ao funcionamento do cérebro e à sua relação com vendas.

Podemos citar ainda mais alguns aspectos que devem ser considerados no neuroselling, para fortalecer a possibilidade de concretizar uma venda:

  • o incentivo à emoção e reações sentimentais positivas;
  • a promoção de uma boa impressão desde o início do pitch, encorajando mais compras no futuro;
  • o estímulo visual, como o uso de imagens detalhadas dos produtos;
  • apelo ao cérebro novo, com argumentos racionais e lógicos;
  • uso estratégico do que se sabe sobre o cérebro velho — ele entende situações contrastantes, logo, o ideal é mostrar como seria o “antes e depois” da vida do cliente caso ele faça a compra.

Bom, diante de tudo isso, quais são os resultados que o uso do neuroselling pode trazer para uma empresa? Além de atrair um número maior de clientes, esse tipo de atendimento torna mais fácil fidelizá-los! Afinal, sua experiência de compra é otimizada, o que faz com que ele retorne no futuro e, como consequência, o negócio tenha uma lucratividade maior e cresça cada vez mais.

Enfim, gostou do nosso artigo sobre como funciona o neuroselling? Então, que tal agora compartilhá-lo nas redes sociais, para ajudar mais pessoas a se inteirar do assunto?

E-book desenvolver líderesPowered by Rock Convert
Você também pode gostar

Deixe uma resposta

For security, use of Google's reCAPTCHA service is required which is subject to the Google Privacy Policy and Terms of Use.

I agree to these terms.

-
WhatsApp Fale conosco!